Por que uma infusão em vez de comprimidos

Os bisfosfonatos orais — como o alendronato semanal — funcionam bem, mas têm um ponto fraco conhecido: a adesão. O Jejum, a postura ereta por 30 minutos para ingerir os comprimidos, a intolerância gástrica, reduzem a adesão ao tratamento. Estima-se que metade dos pacientes abandone o comprimido no primeiro ano — e osso não se protege com tratamento pela metade.

O ácido zoledrônico resolve isso de outra forma: uma única infusão venosa por ano, de 15 a 30 minutos, que garante a dose completa do ano inteiro. Sem jejum, sem estômago, sem depender da rotina.

Osteoporose não dói até a primeira fratura. Tratar antes é o que muda a história.

O que a evidência mostra

Nos grandes ensaios clínicos, a infusão anual reduziu de forma consistente o risco de fraturas vertebrais, não vertebrais e de quadril, com ganho progressivo de densidade mineral óssea ao longo de três anos de tratamento.

E a evidência continua avançando: um ensaio randomizado recente acompanhou mais de mil mulheres no início da pós-menopausa por 10 anos, com infusões muito espaçadas de zoledronato. Os resultados:

Ou seja: o efeito protetor do zoledronato sobre o osso persiste por anos — o que reforça seu papel como a opção mais prática para quem não se adapta aos comprimidos.

Como é o dia da aplicação

Você chega hidratado, a infusão corre em 15 a 30 minutos e você vai para casa no mesmo momento, sem repouso obrigatório. O acompanhamento segue com densitometria e reavaliação clínica anual, decidindo em conjunto por quanto tempo manter o tratamento.

Referência: Bolland MJ et al. Fracture Prevention with Infrequent Zoledronate in Women 50 to 60 Years of Age. N Engl J Med. 2025;392:239-248. Ver o estudo